A indústria de carnes Alegra, empresa no seu quinto ano de operação situada em Castro, divulgou o seu novo Relatório de Sustentabilidade referente às atividades desenvolvidas ao longo de 2018. Com resultados positivos, a marca fruto da união das cooperativas do grupo Unium – Frísia, Castrolanda e Capal – estima que o setor, bem como o País, caminham para uma recuperação econômica.

Entre os principais avanços da fabricante de produtos suínos está a expansão, tanto do mercado internacional quanto do interno, que resultou em um aumento no patrimônio e vendas na comparação com o ano anterior. De 24 países e 17 estados brasileiros parceiros registrados em 2017, no ano passado esses números aumentaram para 31 e 21, respectivamente – em termos percentuais, 29% e 23,5% -, alcançando todas as regiões brasileiras e os continentes das Américas Central e do Sul, Europa, África e Ásia.

Esta evolução brusca, criada pela situação no setor de suínos na China, exige uma certa flexibilidade e capacidade de adaptação de todos os players no mercado brasileiro”, avalia a empresa no relatório, destacando que em fevereiro deste ano a Unium iniciou um processo de reestruturação para  melhor preparar a Alegra para sua próxima fase de crescimento e “aproveitar das rápidas mudanças positivas no mercado, especialmente devido à peste suína africana na Ásia”.

Considerando as vendas líquidas, entre um ano e outro o crescimento foi de quase 11%: de R$ 511 milhões em 2017 para 565,82 milhões em 2018. Diminuindo os custos operacionais (R$ 113,25 mi), o custo total com pessoas (R$ 83,74 mi) e os encargos sociais sob prestadores de serviços e ICMS (R$ 32,8 mi), o valor econômico retido da indústria foi R$ 336,03 milhões. Em termos de patrimônio líquido, a alta foi de 14%, chegando a R$ 311 milhões no ano.

Empregos

Durante o ano passado a Alegra também aumentou o seu total de colaboradores, gerando mais de 110 novas vagas de emprego e somando 1.593 pessoas em seu quadro funcional. Compondo o perfil, 56% são homens e 44% mulheres, sendo quase a metade na faixa etária inferior a 30 anos (48,2%) e 43% entre 30 a 50 anos, incluindo também 45 colaboradores com mais de 50 anos, 59 aprendizes e 36 pessoas com deficiência (PcDs). Também integrando os resultados positivos relacionados a recursos humanos, diminuiu a quantidade de acidentes: de 119 em 2017 para 100 em 2018, diminuindo a taxa de freqüência de 57,65 para 43,91.

Na avaliação da empresa a suinocultura vem estruturando, nos municípios dos Campos Gerais, “uma cadeia destinada a ampliar seus efeitos na medida em que outros negócios vão sendo criados”.  “A busca por mão de obra especializada faz com que o desenvolvimento técnico da região tenha também um aumento gradativo”, analisa o relatório.

Fonte: Diário dos Campos