Comemorando cinco anos de atuação neste mês, a Alegra, indústria de derivados de carne suína, prevê ampliar a sua operação em Castro, cidade que sedia a fábrica de alimentos. A previsão para 2021 é aumentar a produção e o número de colaboradores em 10% – um acréscimo médio de 900 toneladas por mês e aproximadamente mais 166 contratações.

Este incremento vai de encontro ao aumento de 10% na capacidade de produção consolidado no último mês, visando novos mercados para exportação. “Nossa produção passou de 8 mil toneladas por mês para 9 mil toneladas, um aumento de abate de 300 suínos por dia. Além disso, começamos o ano com 1500 funcionários e agora estamos com 1660, fruto do projeto de crescimento”, explica o superintendente da Alegra, Matthias Rainer Tigges.

Segundo ele, a chegada da pandemia da Covid-19 impactou no mercado interno, mas não afetou nos planos de crescimento. “Em abril, nós perdemos 30% do mercado interno, mas migramos para a exportação e, com isso, fechamos o mês somente 7% abaixo do esperado. Além disso, a partir de maio, o faturamento foi recomposto. Hoje exportamos um terço da produção e equilibramos de novo”, ressalta.

Para a empresa, o aniversário de meia década é celebrado com os planos de expansão e representatividade local: segundo informações da Alegra, 100% do seu quadro de colaboradores é composto por moradores da região dos Campos Gerais e 118 cooperados são cadastrados para fornecimento de matéria-prima.

Mercado nacional

Conhecido como o celeiro do Brasil, o Paraná tem como vantagem produtiva para o mercado suíno a presença de grãos, como a soja e o milho, que representam 60% do custo de transformação do quilo dos animais. Para Matthias, esse é um diferencial do estado. “O Paraná está em busca de certificações para aumentar ainda mais sua presença no mercado externo, já que, em outros fatores, como o clima e a presença de insumos, já temos diferenciais frente a estados como Santa Catarina, por exemplo”, conta.

Atualmente, a Alegra conta com um volume de exportação de aproximadamente 2.100 toneladas por mês. Ao todo, são mais de 30 países habilitados para receber a produção. Para o fechamento de 2020, o valor de faturamento esperado é de R$ 800 milhões. “Apesar do pouco tempo de marca, a Alegra representa as três cooperativas holandesas dos Campos Gerais, instituições que já possuem representatividade e relevância no mercado. Por isso, ressaltamos que somos jovens, porém experientes”, finaliza Tigges.

Produtos

A indústria de alimentos provenientes de carne suína Alegra pertence à união das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, que constituem o grupo Unium. Entre os produtos fabricados pela marca sediada em Castro estão cortes temperados, defumados, linha em fatias, presuntaria, salames e copa, linguiças frescais, defumadas e saborizadas, feijoada e salgados e cortes in natura.

Fonte: DC Mais