Faturamento da Frísia cresce mais de 40% e passa de R$ 5,2 bilhões

A Frísia conquistou em 2021 o maior faturamento da sua história, totalizando R$ 5,2 bilhões, 40,1% maior que os R$ 3,7 bilhões apresentados no ano anterior. A cooperativa, que é a mais antiga em produção do Paraná e segunda do Brasil, é referência em produção agroindustrial com atuação nos segmentos de pecuária leiteira, agrícola, florestal e suinícola. O anúncio dos números aconteceu no último sábado (26), na Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada no pavilhão do Parque Histórico de Carambeí (PR).

“Temos uma avaliação positiva sobre o exercício de 2021, por alcançar números importantes para a Frísia. Traz para a cooperativa uma capitalização e para os cooperados uma distribuição de resultados que, com certeza, faz com que a Frísia tenha um crescimento em seu patrimônio líquido. Sabemos que uma empresa capitalizada faz com que consigamos ser mais competitivos. Estamos felizes com o resultado alcançado, foi um esforço não somente dos nossos cooperados, mas do time interno da Frísia”, afirma o presidente Renato Greidanus.

Ele destaca ainda a rentabilidade obtida na cadeia produtiva, o que inclui a agroindustrialização pelo sistema de intercooperação com a marca Unium (que envolve cooperativas coirmãs).

Produção elevada

O segmento de leite, apesar da alta no custo de produção, teve crescimento na cooperativa de 2,87% comparado ao ano anterior. Nos suínos, houve uma variação de 2020 para 2021 na margem líquida (queda de quase um terço por cabeça) devido à normalização do mercado chinês, que superou a peste suína africana ocorrida em 2020 e a inflação no preço das commodities no segundo semestre do ano passado.

Em relação ao setor agrícola, a soja foi o carro-chefe na produção dos cooperados, que também atuaram com milho, feijão, cevada, aveia e trigo, cultivos que tiveram uma boa rentabilidade. No Tocantins, houve aumento muito representativo no cultivo da soja, como consequência da evolução das áreas e da consolidação do modelo de negócios da Frísia no Estado.

Já no segmento florestal, houve crescimento tanto para absorver a produção para consumo interno da madeira e seus derivados quanto para comercialização da produção excedente dos cooperados para terceiros. O volume saltou de 75 mil toneladas (2020) para 89 mil no ano passado.

Fundada em 1925, a cooperativa tem 971 cooperados presentes nos Estados do Paraná e no Tocantins, que produziram no ultimo ano 290,6 milhões de litros de leite, 895 mil toneladas de grãos, 89 mil toneladas de madeira e mais de 30 mil toneladas de carne suína.

Homenagens e premiações

Além da apresentação dos resultados e temas previstos em pauta na Assembleia Geral Ordinária 2022, o encontro dos cooperados também foi momento de homenagem e premiações.

Neste ano, completando 50 anos de cooperativa, receberam as homenagens os cooperados Waldir João Nadal, acompanhado da filha Indianara; Aizo Nicolaas Elgersma, acompanhado da esposa Veronika; Bernardo Guilherme Van Santen, acompanhado da esposa Corrie; Emilio Evaldo Los, acompanhado da esposa Helena; e Olivan Lourenço.

Juntamente com este grupo, também foi homenageado o produtor Walter Degger, acompanhado de sua esposa Iolanda, que completa 70 anos de cooperativa em 2022.  Além do reconhecimento da Frísia, o Sistema Ocepar entregou ainda o troféu “Cooperativas Orgulho do Paraná”, ao produtor, cooperado da Frísia desde 1º de maio de 1952. Degger recebeu o troféu das mãos dos presidentes da Ocepar e Frísia, José Roberto Ricken e Renato Greidanus, juntamente com o ex-presidente da Ocepar, Dick Carlos de Geus (grupo na foto).

O troféu “Cooperativas Orgulho do Paraná” foi instituído em 2009, com o objetivo de reconhecer pessoas e instituições que contribuem para o desenvolvimento do cooperativismo paranaense. “Com certeza, o senhor Walter, juntamente com sua esposa e filhos, ao longo desses anos todos contribuíram para o sucesso da cooperativa. E esta fidelidade ao cooperativismo deve ser reconhecida e homenageada”, disse Ricken.

No prêmio por produtividade, os cooperados foram reconhecidos pela produção em cada classe e tipo.

Agrícola – Soja

  1. Amilton Cotovicz
  2. Nicolaas Bosch
  3. Henrique Hardoldo Dijkstra

Agrícola – Milho

  1. Renato Simon Bouwman
  2. Luiz Henrique de Geus
  3. Flavio Rudi de Geus

Agrícola – Trigo

  1. Carlos Frederico Margraf Junior
  2. Eugenio Ienk Ferreira
  3. Ernst Pauls

Agrícola – Cevada

  1. Geraldo Slob
  2. Ernst Pauls
  3. Arthur Ferreira dos Santos Neto

Pecuária – Leite (até 1.000 L)

  1. Manuel Henriques Antão Júnior
  2. Elaine Cristina Oberek
  3. André Hartleib

Pecuária – Leite (1.001 a 3.000 L)

  1. Matias Hampf
  2. Elias Tulio
  3. Leudemir Cosmo

Pecuária – Leite (3.001 a 6.000 L)

  1. Ivanor Luiz Muller
  2. Eduardo Los Júnior
  3. Cristina Ottilia Schmidt

Pecuária – Leite (acima de 6.000 L)

  1. Carlos Augusto Delezuk
  2. Maurício Vicente de Castro Greidanus
  3. Roberto Ari de Castro Greidanus

Pecuária – Leite (Geral)

  1. Carlos Augusto Delezuk
  2. Manuel Henriques Antão Júnior
  3. Matias Hampf

Pecuária – Suínos (ciclo completo)

  1. Siglinde Tangriane de Geus Vaz
  2. Maurício Vicente de Castro Greidanus
  3. Hielkje Jacobi

Pecuário – Suínos (terminadores)

  1. Mario de Geus Neto
  2. Ronnie Van Santen
  3. Deyse Marileen Van Santen

Fonte: Assessoria Frísia

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