A Frísia, em parceria com a Fundação ABC, realizou em fevereiro um Dia de Campo na unidade da cooperativa em Paraíso do Tocantins. Respeitando o distanciamento social, devido à pandemia de covid-19, pesquisadores, agrônomos e cooperados puderam conhecer na prática quais as melhores cultivares de soja para o trabalho nas áreas do Estado. No Campo Experimental, estão sendo estudadas 90 variedades.

O diretor-presidente da Frísia, Renato Greidanus, lembra que a pesquisa embasa o produtor rural na tomada de decisão. “Porque ela vai construir junto aos produtores e a cooperativa essa informação, e isso, com certeza, vai trazer um resultado positivo, no sentido de ter uma agricultura sustentável, na questão ambiental, social e econômica”.

No Campo Experimental desenvolvido na área anexa ao entreposto da Frísia, na fazenda Santa Maria, o cooperado Pedro Henrique Bobato pode conhecer sobre o cultivar ideal para a sua demanda. “Toda hora têm produtos e manejos diferentes, até o próprio Tocantins é um desafio. A Fundação ABC dá muito respaldo técnico para a gente, diferente de outras empresas e instituições de pesquisa. A Fundação não tem um apelo comercial como as outras”, destaca o produtor rural.

Um dos desafios no Tocantins é a variabilidade de solos, conforme explica Gabriel Barth, pesquisador de Solos e Nutrição de Plantas da Fundação ABC. “Têm solos que vão desde textura bem arenosa até argilosa, passando pelo plintossolos. As soluções que encontramos para essas realidades são os seis ensaios na área de correção de solos, e as melhores estratégias dentro dessa variabilidade no Tocantins”, reforça Barth.

Mais de 90 cultivares são trabalhadas nos ensaios, para chegar a uma variedade que o produtor possa plantar. “É um trabalho de filtro muito grande. E ano a ano vai aumentar esse número de opções por ser uma região que está expandindo e aumentando o interesse das empresas em desenvolver tecnologias para a região”, afirma Hélio Joris, de Fitotecnia da Fundação ABC.

A integração lavoura-pecuária também foi apresentada no Dia de Campo. Cláudio Kapp Júnior, de Economia Rural da Fundação ABC, destaca que o modelo apresenta vantagens técnicas, agronômicas e financeiras. “A introdução do animal vai ajudar com toda a ciclagem de nutrientes, com o manejo das coberturas e financeiramente traz um grande impacto. Mas, para que esse impacto financeiro aconteça, devemos tomar cuidado com questões agronômicas, zootécnicas, mercadológica e na composição da dieta”, afirma.