O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) divulgou os dados de visitação nos museus brasileiros referentes ao ano de 2019. Segundo o Formulário de Visitação Anual, o Parque Histórico de Carambeí está entre os cinco museus mais visitados da região Sul, dividindo o ranking com mais dois museus paranaenses que estão localizados em Curitiba, capital do Estado, um museu de Porto Alegre/RS e um museu de Florianópolis/SC, sendo o único do interior que ocupa a posição de destaque.

Carambeí é um pequeno município dos Campos Gerais, localizado a cerca de 140 km da capital do Paraná. Em 2019, a cidade recebeu cerca de 139 mil turistas para visitar o Parque Histórico, o maior museu histórico a céu aberto do Brasil e memorial da imigração holandesa, que também busca preservar e difundir a memória dos imigrantes de outras etnias que trabalharam para o desenvolvimento social e econômico de Carambeí.

“É com muita alegria e satisfação que entramos pelo terceiro ano consecutivo na listagem dos museus mais visitados do Brasil promovida pelo IBRAM. Figuramos lado a lado com grandes museus consolidados, estruturados e de grandes centros urbanos. É muito representativo um museu histórico de uma cidade de pouco mais de 20 mil habitantes estar na lista dos 100 mais visitados do país e, mais do que isso, ocupar uma posição de destaque entre os 5 mais visitados do sul do Brasil”, anima-se o historiador e coordenador cultural do Parque Histórico, Felipe Pedroso.

Lucas Kugler, historiador do Parque Histórico desde 2016, tem acompanhado as transformações que ocorrem na instituição, ficou animado com a conquista e destaca que é fruto do trabalho realizado pelo corpo técnico da instituição, que está em constante busca de conhecimento para aplicar e aprimorar o trabalho realizado. “Trabalhar num museu não é ocupar um lugar estático, indiferente às mudanças metodológicas do campo museal. É estar constantemente atualizado ao que se refere à nossa missão. Enquanto equipe técnica, ao longo dos últimos cinco anos, estivemos empregando novas técnicas, novos olhares e novas experiências para o nosso acervo – seja nas exposições, na salvaguarda, na conservação ou nas ações educativas. É com grande orgulho que sentimos a dimensão de nossos passos ao longo desses anos, pois ao ocuparmos os indicadores atuais, sentimos que estamos cada vez mais próximos de nossa missão institucional”.

O coordenador cultural enfatiza que o resultado se dá ao trabalho realizado pela equipe multidisciplinar do museu e à direção que dá autonomia aos profissionais para inovar. “O resultado é fruto de muito trabalho e empenho de toda uma equipe técnica, que se dedica diariamente a construir um cenário forte para os museus da região. Por meio de nossas experiências, intercâmbios, parcerias e aprimoramento profissional constante empregamos novas técnicas e métodos, desbravamos suportes para levar ao público todo o conhecimento gerado na instituição. Figurar nesta importante lista é um reflexo do trabalho técnico de historiadores, jornalistas, geógrafos e demais profissionais que atuam nesta área e contribuem com uma gama de conhecimento multidisciplinar. Mas não só isso, é também ao crédito do corpo diretor em nos deixar criar e inovar com total liberdade”.

Fonte: Assessoria de Imprensa APHC